
Vou ver a solidão mais uma vez e não voltar...
Ficar-me apenas deslocado ou deslocada...
Vou passear me entre vós entre nós... sem saber o porquê.
As horas volvem e envolvem
Não existe um andar, ou uma estrada...
Tudo são os momentos em que não nos vemos...
Em que fechamos os olhos e passeamos, contra o tempo...
E deixamo-nos sós à mercê de um fado,
E apenas ecoa a solidão para te me ouvir entranhada.
Tudo são desistências quebradas e deixo-me ficar sentada
Sem que me vejas angustiada.
Não preciso, mas desenho-te discretamente,
Por entre a janela que observo o mundo,
Loucamente lúcida neste segundo...
Porque o tempo é a relatividade rica que podemos mudar...
Pára por um bocado e vem me despertar...
Porque a solidão passou já num destino
Levado pela carruagem em que não quis entrar.
(Poema escrito com base na fotografia "Solidão - Braga 2007" de Pedro R. Ferreira)
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